quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Situações de fala (por Julia Mazzoccante)

Situações de fala dell Hymes Dentro de uma comunidade uma pessoa pode facilmente detectar várias situações associadas com a (ou marcadas pela ausência da) fala. Tais contextos dessas situações vão, frequentemente, serem naturalmente descritas como cerimônias, brigas, caças, refeições, prazer, e afins. Não seria lucrativo converter tais situações em massa em partes de uma descrição sociolinguística pela simples convenção de rotulá-los em termos de fala. (Note que as distinções feitas a respeito da comunidade de fala não são idênticas aos conceitos de uma aproximação de comunicação geral, que deve mencionar a gama diferenciada de comunicação pela fala, filmes, artigos de arte, música.) Tais situações podem entrar como contextos dentro da declaração de regras da fala com aspectos de configuração (ou de gênero). Em contraste aos eventos da fala, eles não são em si mesmos regidos por tais regras, ou um conjunto de regras como um todo. Um caçador, por exemplo, pode abranger tanto eventos verbais quanto não verbais, e os eventos verbais podem ser de mais de um tipo. Eventos de fala. O termo evento de fala será restrito a atividades, ou aspectos de atividades, que são diretamente regidas por regras ou normas para o uso da fala. Um evento pode consistir de um único ato de fala, mas irá frequentemente compreender vários. Assim como uma ocorrência de um substantivo pode ser ao mesmo tempo o centro de um sintagma nominal e o centro de uma sentença (exemplo “Fogo!”) então, um ato de fala pode ser o centro de um evento de fala, e de uma situação de fala (digamos, um rito que consiste de uma única oração, sendo ela mesma uma única invocação). Mais frequente, no entanto, pode-se achar a diferença na magnitude: uma festa (situação de fala), uma conversa durante uma festa (evento de fala), uma piada durante a conversa (ato de fala). É sobre eventos de fala e atos de fala que se escreve regras formais para suas ocorrências e características. Note que o mesmo tipo de ato de fala pode ocorrer em diferentes tipos de eventos de fala, e o mesmo tipo de evento de fala em diferentes contextos de situações. Portanto, uma piada (ato de fala) pode estar incorporada em uma conversa privada, leitura, introdução formal. Uma conversa privada pode ocorrer no contexto de uma festa, cerimônia fúnebre, na pausa enquanto os tenistas trocam de lado na quadra. Ato de fala. O ato de fala é o termo mínimo do conjunto que acabou de ser discutido, assim como os comentários dos eventos de fala indicaram. Representa um nível distinto da sentença, e não identificável com nenhuma porção de outros níveis gramaticais, nem com segmentos de nenhum tamanho definido em particular em termos de outros níveis gramaticais. Para que uma expressão tem status de comando pode depender de uma formula convencional (“Venho por meio de este solicitar que você deixe este prédio”), entonação (“Vá!” contra “Vá?”), posição na troca de diálogo [“Olá” como uma saudação inicial ou como resposta (possivelmente usada quando respondendo ao telefone)], ou a relação social obtida entre as duas partes (assim como quando uma expressão que está na forma de uma questão polida é, com efeito, um comando quando feita por um superior a um subordinado). O nível de atos de fala media imediatamente entre os níveis normais da gramática e o resto de um evento de fala ou situação em que implica ambas as formas linguísticas e normas sociais. Para alguns atos de fala amplos pode ser feita analise por extensões sintáticas e estruturas semânticas. Contudo, parece certo que grande parte, senão a maioria, do conhecimento que falantes compartilham assim como o status de expressões como atos são imediatos e abstratos, dependendo do sistema autônomo de sinais dos dois variados níveis de gramática e ambiente social. Para tentar descrever os atos de fala completamente através da postulação de um segmento adicional sublinhando estruturas gramaticais (ex.: “Venho por meio deste X você para...”) é incômodo e não intuitivo. (Considere um caso em que “Você acha que eu deveria tomar este último gole de chá?” é para ser considerado um comando.). Um nível autônomo de atos de fala é, na verdade, implicado pela lógica de níveis linguísticos de acordo com a ambiguidade de “O tiroteio dos negros foi terrível” e os aspectos em comum de “Cobrir Erv é quase impossível” e “é quase impossível cobrir Erv” juntos requerem um nível estrutural mais profundo em que o anterior tem duas estruturas distintas, o último. A relação entre a forma das sentenças e seu status como atos de fala são do mesmo tipo. Uma sentença interrogativa na forma pode ser agora um pedido, ou agora um comando, ou uma afirmação; um pedido pode ser manifestado por uma sentença que agora é interrogativa, ou agora declarativa, ou imperativa. O discurso pode ser visto em termos de ações ambas sintagmáticas e pragmáticas; Ex.: ambos como sequencias de atos de fala e em termos de classes de atos de fala entre cada escolha que pode ser feita de acordo com os dados fornecidos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Primeira Versão de Luciana Fernandes - Em discussão...

O compartilhamento de regras de fala não é suficiente. Um checo que não sabe alemão pode pertencer ao mesmo Sprechbund, mas não à mesma comunidade de fala, como um austríaco. O campo de linguagem e o campo de fala (assim como a noção de campo social) pode ser definido como o alcance total de comunidades dentre as quais o conhecimento de variedades e regras de fala de uma pessoa possibilita/permite que ela circule de forma comunicável. Dentro do campo da fala deve ser destacada a rede de fala, as articulações específicas de pessoas através de variedades e regras de fala compartilhadas entre comunidades. Assim, no norte da Queenslândia, Austrália, diferentes falantes da mesma língua (por exemplo, Yir Yoront) podem ter redes bastante diferentes ao longo de diferentes circuitos geográficos, baseados em pertencimento a um clã, e envolvendo diferentes repertórios de multilingualismo. No estreito de Vitiaz, Nova Guiné, os habitantes da ilha Bilibili (um grupo de cerca de 200 a 250 comerciantes e fabricantes de panelas na baía de Astrolabe) tem, de forma coletiva, um conhecimento das línguas de todas as comunidades com as quais eles têm mantido relações econômicas, alguns dos homens conhecendo a língua de cada comunidade específica em que eles têm sido parceiros comerciais. Em resumo, a comunidade de fala de uma pessoa pode ser, efetivamente, uma única localidade ou parte desta; o campo de linguagem dela será delimitado por seu repertório de variedades; o campo de fala por seu repertório de padrões de fala. A rede de fala de uma pessoa é a união efetiva desses dois últimos. Parte do trabalho de definição é obviamente determinado aqui pela noção de comunidade, cujas dificuldades são evitadas/contornadas, como são as dificuldades em definir fronteiras entre variedades e entre padrões de fala. Concepções nativas/naturais/indígenas de fronteiras são apenas um fator ao definí-los, essencial, mas às vezes enganoso/confuso (um ponto destacado por Gumperz tendo como base seu trabalho na Índia central). Autoconcepções/concepções próprias, valores, estruturas funcionais, contiguidade, propósitos de interação, história política, todos podem ser fatores. Claramente, o mesmo nível de diferença lingüística pode estar associado com uma fronteira em um caso e não em outro, dependendo de fatores sociais. O essencial é que o objeto da descrição seja uma unidade social integral. Provavelmente, se tornará mais útil restringir a noção de comunidade de fala à unidade local mais especificamente caracterizada para uma pessoa a partir de localidade comum e interação primária (Gumperz, 1962, p. 30, 32). Tracei aqui distinções de dimensão e de tipo de articulação dentro do que Gumperz denominou comunidade linguística (qualquer grupo específico que se intercomunica). Descrições tornarão possível desenvolver uma tipologia útil e descobrir as causas e consequências de vários tipos. Situação de fala. Dentro de uma comunidade pode-se detectar prontamente muitas situações associadas com (ou marcadas pela ausência de) fala. Esses contextos de situação são frequentemente descritos como cerimônias, lutas, caçadas, refeições, ato sexual, e outros. Não seria vantajoso/produtivo converter esse tipo de situações em massa em partes de uma descrição sociolingüística pela simples reclassificação delas em termos de fala. (Note que as distinções feitas com relação à comunidade de fala não são idênticas aos conceitos de uma abordagem comunicativa geral, a qual deve atentar para o alcance/âmbito diferencial de comunicação por fala, filme, obra de arte, música.) Essas situações podem ser consideradas como contextos na afirmação/apresentação de regras de fala como aspectos do cenário/situação (ou do gênero). Em contraste com eventos de fala, elas não são governadas em si mesmas por essas regras, ou por um conjunto dessas regras, do início ao fim. Uma caçada, por exemplo, pode abranger tanto eventos verbais como não verbais, e os eventos verbais podem ser de mais de um tipo. Em uma descrição sociolingüística, então, é necessário lidar com atividades que são, de alguma forma reconhecida/evidente/identificável, vinculadas ou integradas. Do ponto de vista da descrição social geral elas podem ser registradas como cerimônias, pescarias, e outras; de perspectivas específicas elas podem ser consideradas como políticas, estéticas etc., situações que servem como contextos para a manifestação de atividade política, estética etc. Do ponto de vista sociolingüístico, elas podem ser consideradas situações de fala.

sábado, 1 de setembro de 2012

Retorno às atividades

Alunos e alunas participantes da PCC Com a proximidade do fim da greve, estamos nos reorganizando para dar continuidade às nossas atividades interrompidas. Iniciamos postando as primeiras versões do texto de Hymes feitas por Olga e Patrícia. Lembramos que as partes feitas individualmente devem integrar um todo, que será a versão final do artigo. Aqueles que ainda não terminaram suas respectivas partes, devem fazê-las o mais breve possível e nos enviar. Qualquer dúvida, estamos à disposição. Heloisa e Dilys

Primeira Versão do texto de Hymes - Olga

O material etnográfico investigado até então indica que, por vezes, dezesseis ou dezessete componentes têm de ser distinguidos. Não há regra que requeira especificação de tudo simultaneamente. Sempre há redundâncias e, às vezes, uma regra requer menção explícita de uma relação somente entre a forma da mensagem e alguma outra. (Este é um princípio geral no qual todas as regras envolvem a forma da mensagem. Se não afetam sua forma, então governam sua interpretação.) Desde que cada um dos componentes possa, por vezes, ser um fator, de qualquer maneira, cada um precisa ser reconhecido no panorama geral. O estudo psicolinguístico indica que a memória humana trabalha melhor com classificações da magnitude de sete, mais ou menos dois (Miller, 1956). Para fazer o conjunto de componentes mnemonicamente conveniente, pelo menos em inglês, as letras do termo SPEAKING (fala) pode ser usado. Os componentes podem ser agrupados em relação às oito letras sem grandes dificuldades. Claramente, o uso da palavra SPEAKING como código mnemônico não tem nada a ver com a forma de um consequente modelo e teoria. 1. Forma da mensagem. A forma da mensagem é fundamental, como acabamos de indicar. O defeito mais comum e mais sério na maioria dos relatórios de fala é, provavelmente, aquele da forma da mensagem e, portanto, as regras que a governam não podem ser recapturadas. Uma preocupação para os detalhes da forma verdadeira afeta alguns tão insignificantemente quanto se tivessem sido afastadas de uma consideração humanística e científica. Tal visão denuncia uma impaciência, a qual é um desserviço para ambos os propósitos: humanista e científico. É justamente a falha em unir forma e conteúdo no âmbito de um simples foco de estudo que retarda a compreensão da habilidade humana da fala, e que vicia muitas tentativas de análise do significado do comportamento. Categorias de conteúdo e categorias interpretativas sozinhas não bastam. É uma espécie de truísmo, o qual é frequentemente ignorado em pesquisas, o como alguma coisa é dita faz parte do quê é dito. Outrossim, não se pode prescrever antecipadamente a dimensão total do sinal crucial ao conteúdo e habilidade. Quanto mais comum e significativa uma forma de falar se torna para um grupo, é mais provável que pistas cruciais sejam mais eficientes, isto é, leves na escala. Se há resistência a tal detalhe, talvez porque ele requeira habilidades técnicas em linguística, musicologia, ou similares, que são de difícil comando, deve-se encarar o fato de que o significado humano do próprio objeto de estudo e as afirmações científicas do próprio campo de investigação não estão sendo levados a sério. Especialmente quando a competência, a habilidade pessoal, é de interesse, deve-se reconhecer que formas comuns de fala adquirem uma autonomia parcial, desenvolvendo-se, em parte, em termos de uma lógica interna de seus meios de expressão. O meio de expressão condiciona e, às vezes, controla o conteúdo. Para os membros da comunidade, então, “liberdade é o reconhecimento da necessidade”; o domínio da forma da fala é um pré-requisito para a expressão pessoal. Um interesse sério por ambos, análise científica e significado humano, requer que se vá além da afirmação explícita de regras e aspectos da forma. Enquanto tal abordagem possa parecer ser aplicável, em primeiro lugar, a gêneros convencionalmente reconhecidos como estética, ela também se aplica a conversas cotidianas. Somente uma análise meticulosa da forma da mensagem –como são ditas as coisas- de uma maneira que realmente compare e que possa aprender que a intensidade da crítica literária pode expor a profundidade e adequação da arte elíptica que é a fala.

Primeira Versão do texto de Hymes - Patricia

Unidades sociais Primeiro é preciso considerar a unidade social de análise. Para tal eu adoto a conhecida expressão comunidade de fala. Comunidade de fala. O termo fala é tomado aqui como substituto para todas as formas de linguagem, incluindo escrita, canto e linguagem assobiada, o rufar de tambores, o chamado de trombetas e coisas desse tipo. Comunidade de fala é um termo fundamental necessário, uma vez que propõe a base da descrição como uma entidade social e não linguística. Começa-se com um grupo social e consideram-se todas as variedades linguísticas nele presentes, ao invés de começar com uma variedade. No passado Bloomfiled (1993) e alguns outros reduziram a noção de comunidade de fala à noção de língua (variedade linguística). Aqueles falantes de uma mesma língua (ou a mesma primeira língua, ou língua padrão) eram definidos como membros de uma mesma comunidade linguística. Essa confusão ainda persiste, associada a uma medida quantitativa da frequência de interação como forma de descrever (em princípio) a mudança e a variação interna, assim como proposto de forma especulativa por Bloomfield. A presente abordagem requer uma definição que seja qualitativa e expressada em termos de normas para o uso da linguagem. Fica claro através do trabalho de Gumperz. Lobov, Barth e outros que o fator decisivo não é frequência de interação, mas a definição de situações em que a interação ocorre, particularmente a identificação (ou a falta dela) com outras. [A Sociolinguística aqui entra em contato com a substituição, na teoria retórica, da expressão e persuasão pela identificação como conceito chave (veja Burke 1950:19-37, 55-59).] Provisoriamente, uma comunidade de fala é definida como uma comunidade compartilhando regras para conduta e interpretação da fala e regras para a interpretação de pelo menos uma variedade linguística. Ambas as condições são necessárias. O compartilhamento de regras gramaticais (da variedade) não é suficiente. Deve haver pessoas cujo inglês eu possa identificar gramaticalmente, mas cujas mensagens me escapam. Eu posso desconhecer o que é considerado como uma sequência coerente, um pedido, um enunciado que requer uma resposta, um tópico essencial ou proibido, marcas de ênfase ou ironia, a duração normal de silêncio, o nível normal de voz, etc., e não ter meios metacomunicativos ou oportunidade para descobrir tais coisas. A diferença entre conhecimento de uma variedade e conhecimento de fala dificilmente se torna evidente em uma mesma comunidade, onde os dois são normalmente adquiridos conjuntamente. As comunidades, na verdade, frequentemente misturam o que o linguista distinguiria como gramaticalmente e como socialmente ou culturalmente aceitável. Entre os Cochiti do Novo Mexico J.R. Fox foi incapaz de identificar o possessivo da primeira pessoa do singular para “asas,” baseado no fato de que o falante, não sendo um pássaro, não poderia dizer “minhas asas” – simplesmente para se tornar a única pessoa em Cochiti capaz de dizê-lo, tendo em vista que “seu nome é Robin.” A não-identidade dos dois tipos de regras (ou normas) é mais provável de ser notada quando uma variedade compartilhada é uma segunda língua para uma ou ambas as partes. Enunciados que traduzem um ao outro gramaticalmente podem ser tomados erroneamente como tendo a mesma função na fala, da mesma forma que palavras que traduzem umas as outras podem ser tomadas como tendo a mesma função semântica. Pode haver influência ou interferência de substrato (Weinreinch, 1953) em uma como na outra. O linguista checo J. Neustupny cunhou o termo Sprechbond “área de fala” (paralelo ao Sprachbond, “área linguística”) para o fenômeno das regras de fala serem compartilhadas entre línguas contíguas. Assim, Checoslováquia (hoje, República Checa e Eslovaquia), Hungria, Áustria e sul da Alemanha podem vir a compartilhar normas como cumprimentos, tópicos aceitáveis, o que é dito em seguida em uma conversa, etc.
Alunos da PCC, Sugerimos que postem as suas dúvidas no Blog e levantem as dificuldades, são de ordem lexical, sintático ou há dificuldades em relação a lacunas no conhecimento prévio? Outras dificuldades? Dilys e Heloísa

domingo, 25 de março de 2012

Oficina de Tradução

PROPOSTA DE ATIVIDADE DE PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR (PCC) – 2012


IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Título: Oficina de tradução: questões práticas e teóricas
Área: Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras
Natureza do projeto e vínculo: Prática tradutória de textos científicos
Professoras: Heloísa Augusta Brito de Mello e Dilys Karen Rees
Público-alvo: alunos da graduação em Letras-Inglês
Número máximo de alunos: 14
Pré-requisito: Inglês 4.

OBJETIVOS:
1. Objetivos gerais:
a) familiarizar os alunos da graduação em Letras-Inglês com a prática da tradução de textos longos;
b) desmistificar o pré-conceito de que tradução é uma tarefa difícil, impossível.
c) mostrar ao aluno que a tradução é uma das opções de trabalho para o graduado em Letras-LE.
2. Objetivo específico:
a) apresentar e discutir procedimentos técnicos empregados na prática da tradução;
b) produzir uma primeira versão do texto Models of Interaction of Language and Social Life, autoria de Dell Hymes, publicado no livro Directions in sociolinguistics: the ethnography of communication organizado por J.J.Gumperz e Dell Hymes, Cornwall, Great Britain: Blackwell, 1988.

AÇÕES:
1. Dividir os grupos.
2. Fazer a leitura e posterior pré-análise do texto.
3. Identificar os pontos de incompatibilidade entre as línguas.
4. Promover discussões on-line no blog:
Endereço:
5. Propor opções de tradução.


MEIOS DE TRABALHO E CRONOGRAMA DE ATIVIDADES:
1. Encontros presenciais e discussões pelo blog Oficina de tradução: Translation Group Letras-UFG
http://translationgroupletrasufg.blogspot.com.br/2010/09/oficina-de-traducao.html
2. Encontro para as orientações iniciais no dia 02/04/2012
3. Encontros quinzenais ao longo do semestre
4. Discussões via blog
5. Semana do PCC: 2 A 5 DE ABRIL DE 2012
6. Término previsto para entrega do produto final da PCC: 10/08/2012.

MODELO DE RELATÓRIO: O produto da PCC será a tradução do texto selecionado que deverá ser entregue em versão completa impressa e digital.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BARBOSA, H. G. Procedimentos Técnicos da Tradução: uma nova proposta. São Paulo: Pontes, 2004.
HYMES, D. Models of Interaction of Language and Social Life. In: Gumperz, J.J.; Hymes, D. Directions in sociolinguistics: the ethnography of communication organizado por, Cornwall, Great Britain: Blackwell, 1988.

terça-feira, 6 de outubro de 2009


WHAT MAKES A TRANSLATOR?

Brett Jocelyn Epstein

The "prison of language is only temporary…someday a merciful guard ? the perfect translator ? will come along with his keys and let us out," Wendy Lesser wrote in an article, "The Mysteries of Translation," in the Chronicle of Higher Education in 2002. The following questions remain, however: Who is this translator? What does he do? And what skills should he possess?

Simply put, a translator is a person who recreates a text in another language, attempting to keep a delicate balance between being so literal that the text sounds awkward and unnatural in the new language or being so free that the text has become virtually unrecognizable. A translator has to not only translate the words, but also the concepts. In other words, a translator unlocks the prison of language, as Ms. Lesser said, and helps a text break free of its limited original language, culture, and audience. This service is an unfortunately under-appreciated art and craft.

To do all the above, a translator must have the following things: a native or near-native level of proficiency in both the source language (the language to be translated from) and the target language (the language to be translated to); the ability to thoroughly understand all that a text says and implies; and excellent writing and editing skills. Ideally, the translator would also have a lot of knowledge about both the source and target language cultures, as this affects word usage and meaning, as well as about the author of the original document and his style of writing.

It all sounds rather formidable, certainly, but not impossible. There are, in fact, many excellent practitioners out there who fulfill these hefty requirements, but the tiny number of translated books published in the United States each year reveals the sad fact that few people take up this challenging and stimulating work. If only more people would join the ranks of translators and help unlock the prison of language.



TO BE A GOOD TRANSLATOR

Leila Razmjou


In addition to being a member of our country, we are members of the world community, and this gives us a global identity. Therefore, it is quite natural for us to think about world affairs and cooperate in solving the world's problems. To do so, the first and most important tool is "language," which is socially determined. Our beliefs and ideologies are always reflected in our way of talking, although the connections are hidden and only "critical language study" reveals these hidden connections in discourse.

Furthermore, we know that a nation's culture flourishes by interacting with other cultures. Cultural variety opens our eyes to human rights, but cultural variety can only be recognized through discussions, which leads us back to the major tool for discussion: "language."

The role of language in the developing world is materialized through "translating," and since critical language study is concerned with the processes of producing and interpreting texts and with the way these cognitive processes are socially shaped, it can be considered as an alternative approach to translation studies.

The world is becoming smaller and smaller as the systems of communication and information are developing and becoming more and more sophisticated. In the process of such a rapid exchange of information and for the purpose of improving cultural contacts, one thing is inevitable, and that is "translating." This is why there is a need for competent translators and interpreters.

As mentioned earlier, the whole world is undergoing complex changes in different areas such as technology and education. These changes necessarily have an important bearing on systems of higher education, including translator training programs.

According to Shahvali (1997), theoretical knowledge and practical skills alone are not adequate to prepare students to face the developments in the field. There is a need for ability to adapt; therefore, it is necessary to focus on students' self-updating and to develop their relevant mental, communicative, and planning skills.

Training translators is an important task which should be given a high priority. The service that translators render to enhance cultures and nurture languages has been significant throughout history. Translators are the agents for transferring messages from one language to another, while preserving the underlying cultural and discoursal ideas and values (Azabdaftary, 1996).

The translator's task is to create conditions under which the source language author and the target language reader can interact with one another (Lotfipour, 1997). The translator uses the core meaning present in the source text to create a new whole, namely, the target text (Farahzad, 1998).

Bearing these facts in mind, the question is: what skills are needed to promote translating ability? And how can one become a good translator?

The first step is extensive reading of different translations of different kinds of texts, since translating requires active knowledge, while analyzing and evaluating different translations requires passive knowledge. Therefore, receptive skills should be developed before the productive ones; i.e. by reinforcing their passive knowledge, students will eventually improve their active knowledge. Receptive skills improve the students' language intuition and make them ready for actual translating.

A good translator is someone who has a comprehensive knowledge of both source and target languages. Students should read different genres in both source and target languages including modern literature, contemporary prose, newspapers, magazines, advertisements, announcements, instructions, etc. Being familiar with all these genres is important, since they implicitly transfer culture-specific aspects of a language. Specialized readings are also suggested: reading recently published articles and journals on theoretical and practical aspects of translation. The articles will not only improve the students' reading skill in general, but also give them insights which will subconsciously be applied when actually translating.

"Writing" skills, i.e. the ability to write smoothly and correctly in both source and target languages, are also important. Writing is in fact the main job of a translator. Students should become familiar with different styles of writing and techniques and principles of editing and punctuation in both source and target languages. Editing and punctuation improve the quality and readability of the translation (Razmjou, 2002).

Moreover, translation trainees should have a good ear for both source and target languages; i.e. they should be alert to pick up various expressions, idioms, and specific vocabulary and their uses, and store them in their minds to be used later. This is in fact what we call improving one's "intuition." Intuition is not something to be developed in a vacuum; rather, it needs practice and a solid background. It needs both the support of theory and the experience of practice. Language intuition is a must for a competent translator.

One of the most important points to consider in the act of translating is understanding the value of the source text within the framework of the source-language discourse. To develop this understanding, the translator must be aware of the cultural differences and the various discoursal strategies in the source and target languages. Therefore, the hidden structure of the source text should be discovered through the use of various discoursal strategies by the translator.

A good translator should be familiar with the culture, customs, and social settings of the source and target language speakers. She should also be familiar with different registers, styles of speaking, and social stratification of both languages. This socio-cultural awareness, can improve the quality of the students' translations to a great extent. According to Hatim and Mason (1990), the social context in translating a text is probably a more important variable than its genre. The act of translating takes place in the socio-cultural context. Consequently, it is important to judge translating activity only within a social context.

After developing a good competence in both source and target languages, actual translating may begin. But there is a middle stage between the competence-developing stage and actual translating: becoming aware of various information-providing sources and learning how to use them. These sources include: different monolingual and bilingual dictionaries, encyclopedias, and the Internet.

Using dictionaries is a technical skill in itself. Not all students know how to use dictionaries appropriately. Words have different meanings in different contexts, and usually monolingual dictionaries are of utmost value in this regard. Students need a great deal of practice to find the intended meaning of words in a particular context, using monolingual dictionaries.

Translation trainees also need to be familiar with the syntax of indirect speech and various figures of speech in the source language such as hyperbole, irony, meiosis, and implicatures. Awareness of these figures of speech will reinforce students' creativity and change their passive knowledge into active skill.

While there is a strong emphasis on developing source and target language competencies, the ways in which students can develop them should not be neglected. Group work and cooperation with peers can always lead the translating process to better results. Students who practice translation with their peers will be able to solve problems more easily and will also more rapidly develop self-confidence and decision-making techniques (Razmjou, 2002). Although there is a possibility of making mistakes during group work, the experience of making, detecting, and correcting mistakes will make the students' minds open and alert.

Another important point is that successful translators usually choose one specific kind of texts for translating and continue to work only in that area; for example a translator might translate only literary works, scientific books, or journalistic texts. Even while translating literary works, some translators might choose only to translate poetry, short stories, or novels. Even more specific than that, some translators choose a particular author and translate only her or his works. The reason is that the more they translate the works of a particular author, the more they will become familiar with her or his mind, way of thinking, and style of writing. And the more familiar is the translator with the style of a writer, the better the translation will be.

Translation needs to be practiced in an academic environment in which trainees work on both practical tasks under the supervision of their teachers and theoretical aspects to enhance their knowledge. In an academic environment, recently published articles, journals and books on translation are available to the trainees, who thus become familiar with good translators and their work by reading them and then comparing them with the original texts. In this way, trainees will develop their power of observation, insight, and decision-making, which in turn will lead them to enhance their motivation and improve their translating skills.

Therefore, translation studies has now been recognized as an important discipline and has become an independent major, separate from foreign-language studies, in universities. This reflects the recognition of the fact that not everybody who knows a foreign language can be a translator, as it is commonly and mistakenly believed. Translation is the key to international understanding. So in this vast world of communication and information overload, we need competent translators who have both the theoretical knowledge and practical skills to do their jobs well. The importance of theoretical knowledge lies in the fact that it helps translators acquire an understanding of how linguistic choices in texts reflect other relationships between senders and receivers, such as power relationships, and how texts are sometimes used to maintain or create social inequalities (Fairclough, 1989).

Finally, it is important to know that it takes much more than a dictionary to be a good translator, and translators are not made overnight. To be a good translator requires a sizeable investment in both source and target languages. It is one of the most challenging tasks to switch safely and faithfully between two universes of discourse. Only a sophisticated and systematic treatment of translation education can lead to the development of successful translators. And the most arduous part of the journey starts when translation trainees leave their universities.